sábado, 19 de julho de 2008

E.

Só que as árvores e o medo
não estavam nos lugares corretos.
Jovens femininas em tom e timbre sem estudo
falavam nomes, números
e cabelos.
E o rio se desfazia
a verdade sorria
e os pés descalços e mal-cheirosos
demonstravam conforto e imponência
na poltrona ao lado da estrada
Seca.
Era Natal
e o comum exalava intimidade
e ao som de um pasto sem nada
eu voltei.

7 comentários:

disse...

"...e o comum exalava intimidade
E ao som de um pasto sem nada
eu voltei."
Pura e completa descrição das minhas férias...
Tu me contas o que aconteceu comigo.. . vê se é possível?

Natália Rodrigues disse...

"Só que as árvores e o medo
não estavam nos lugares corretos."
Você não tem idéia de como essa frase ainda se repete na minha cabeça.
Perfeita.

Jana (Matraca) disse...

"[...]Era Natal
e o comum exalava intimidade [...]"

E vem o distante e se presencia próximo para que o sono se torne mais ameno...
Adorei seu blog...

Marcos_Rocha disse...

Olá, gostei muito do seu blog. Mas a melhor fase mesmo, sabe, é a do Licks... :)

Yuri disse...

aaah. sem palavras. você sabe usar as palavras de forma enigmática e ao mesmo tempo cativante. minha veterana poetisa. beijo

Felipe disse...

= ) As árvores e o medo nunca estão nos lugares que devem estar. As árvores mudam de lugar, e o medo... bem, o medo sempre surge nos momentos mais inoportunos.

Beijão!

[ Chulé ]

Flaviana de Freitas disse...

Mas vc é uma poetisa nata mesmo!
Incrivelmente lindo!