Espalhada no espaço que não me cabia
mãos e bocas se olhavam
inconforme a vaidade,
a clausura daqueles beijos
de lábios intocados
e do abraço à oscilação contundente
que poetizou os cabelos, as roupas,
não.
foi só o cheiro.
passou por entre os dias
por entre o medo, por entre o sono
e se deitou a palavra
(saudade?)
cansei dela...
abusei.
mas era disforme, inconclusa, exasperada, (in)timidada...
jeito acostumado de coagir atroz desinocência...
esqueci.
nunca mais senti sua voz,
ouvi seu
descheiro cotidiano
e acostumada em satisfação
ainda me espalho?
silêncio
que me, contrário.
terça-feira, 15 de julho de 2008
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1 comentários:
foi só o cheiro.
foram só as palavras
(in)timidadas...
profundamente suaves (suadas?)
lindo poema, Dara!!
já disse que adoro ler as coisas que você escreve?
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