quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Passa.

O novo
confundiu minha memória.
Tocou minhas
vergonhas,
insônia,
desejos, lealdade.
Reservou despudores
a cada silêncio
de não-te-beijo
roupa, medo
cheiro
rasga, estrofes
cheiro
descansa, ignora
segredo
cheiro
agora dorme
que nada mudou.
Repara meu
desafio de desgostar.
Era tanto sinônimo
em seus descasos
e eu lá
contrariada
entimesmada
em sujeitos, pensamentos
objetos
direto em receios
não.
me desmancha,
me encara
o cheiro
passa.

2 comentários:

disse...

agora dorme
que nada mudou.
Repara meu
desafio de desgostar.


To há tempos entrando aqui e nada e agora 2 de uma vez!!

Eu nem preciso dizer nada né...

passa.

Felipe disse...

O Cheiro passa sim. Mas nada como o olfato para trazer com toda a intensidade momentos já vividos...

Beijos, Dara!

Felipe [ Chulé ]